Thursday, November 13, 2008

Finalmente... depois de 3 anos... uma carta ao meu filhote...

FILHO

Era madrugada, 19 de outubro de 1998.
Estava eu, naquela sala de espera da maternidade, apreensivo, ansioso, terminando de roer as poucas unhas que me restavam nas mãos trêmulas.
Uma após outra, enfermeiras passavam com bebês, e eu olhava para cada uma delas, procurando por você. A cada chorinho agudo que eu conseguia ouvir ao longe, já imaginava... será esse o meu? Será esse o choro do meu filho?
Essa bendita ansiedade, que misturada ao tempo que também não passava, insistia em permanecer.
Não demorou muito mais, e chegou seu avô Marcos, que trouxe de carona sua avó Arlete e sua titia Kika. Engraçado, mas todos até pareciam mais nervosos do que eu, que estava com o pensamento bem distante, voando até você e sua mamãe lá naquela sala de parto.
Minutos que pareciam horas... Horas que pareciam séculos...
Mas...olha...olha lá... estão chamando a gente!
Então vejo uma enfermeira sorridente... que me pergunta:
- Sr. Marlos?
- Sim?
- Esse é seu filho!
E lá estava você filhote: radiante, com a carinha toda amassada.
Eu não sabia o que fazer primeiro... Segurei você, estava ainda um pouco sujinho de sangue... e te disse:
- É o papai filho!
Depois passei você pro seu vovô, que te deu um abraço, e em seguida pra sua vovó Arlete e a Kika. Todos te seguraram um pouquinho e depois entregaram pra enfermeira. Então finalmente tirei algumas fotos suas sendo amparado pela enfermeira.
Naquele momento todos estavam ali pra te ver... Você era o ASTRO, meu filhote Rockstar num instante tão importante e mágico!
Infelizmente então, tivemos que ir embora, pra deixar sua mamãe, que estava exausta, e você descansarem um pouquinho... afinal foi uma luta filhote, a luta da sua vinda a esse mundo.
Mas chegou o dia seguinte, e o papai foi lá de novo... te segurar, te ver peladinho, ver você mamar... aliás...nunca vi na vida um bebê com tanta fome.
Depois, além de tudo isso, fui até o cartório te registrar, oficializar o lindo nome que eu e sua mamãe tínhamos escolhido pra você: ADRIEL HENRIQUE.
Filho, o tempo já se passou, e hoje você tem 10 anos. É meu rapazão, meu grandão!
Nem preciso citar pra você quantos e quantos erros o papai cometeu nesses anos todos. Acho que essa é uma fase que prefiro esquecer, e quem sabe continuar aprendendo com tudo o que fiz de errado. Sempre desejei ter você pertinho de mim, mas nem sempre consegui fazer com que isso fosse possível.
No ano passado,lembra? Nós dois choramos ao telefone... de saudade um do outro, do arrependimento que o papai sentiu. A distância era de 250km, mas parecia até que não existia nenhuma. Depois disso lembro do abraço que você me deu, quando fazia uns 10 meses que a gente não se via. Certas coisas e certos momentos não se esquecem filhote.
Essa carta é pra te dizer filho, que eu sempre vou amar você, não importa onde eu esteja ou onde você esteja. Parece que as situações da vida sempre fazem com que fiquemos longe um do outro. Acho que nunca vou entender isso, mas tenho certeza de que Deus sempre tem algo bom e perfeito planejado pra nós, por mais que não sejamos capazes de entender o que acontece nesse minuto.
Provavelmente quando você já estiver falando com a voz um pouco mais grossa, onde perderá parte dessa inocência e ingenuidade de criança,quem sabe eu vá ouvir ao telefone essa voz modificada, pela primeira vez... Não sei mesmo filhote, mas sei que eu queria estar lá pra ver, sei que queria estar lá pra poder curtir um som com você, ou quem sabe pra conversar sobre seus sonhos?
Mesmo que o tempo e o espaço jamais sejam os mesmos, nunca esqueça desse papai que te ama tanto.

Sunday, February 06, 2005

Arquivos deletados.

Deletar fotos, deletar lembranças,
Fazer de conta sem pestanejar,
Que uma parte de voce,
Que sua esperança,
Não se pesquisa, nem se pode achar.

Deletar fatos, deletar festanças,
Fazer de conta sem hesitar,
Que uma parte da vida,
Simplesmente avança,
Nunca esteve lá, nem mesmo estará.

Arquivos mil, que contam uma história,
História essa, será que a vivi?
Não consigo encontrá-la em minha memória,
Promessas de vida que já excluí...

Marlos

Sunday, September 05, 2004

Um por mês

Que tal essa????
Um POST por mês não tá bom????
Hehehehehehehehe

Asilo Mental

Asilo Mental

Das muitas lutas,a experiência;
Das armadilhas,a inocência;
Das pisaduras,a deficiência;
Das torturas,a consciência.

Das vitórias,a permanência;
Das vinganças,a clemência;
Das feridas,a inteligência;
Das amarguras,a pestilência.

Das memórias,a transparência;
Das histórias,a vivência;
Das cicatrizes,a ciência;
Das mentes,a ineficiência.

Friday, August 06, 2004

Novas idéias

É isso aí Alisson, obrigado pelas dicas, mas não esquenta, porque este não é meu sentimento atual, apenas algo que expressei num momento de devaneio emocional. Postei apenas porque ficou bonito, embora melancólico. Estou trabalhando em novos formatos, poemas que expressem também o mundo externo e não introspectivo. Verei se hoje mesmo boto aqui algo assim.! Valeu gente!

Wednesday, August 04, 2004

Sétimo Sentido

Este é um texto que escrevi ano passado!!!Enjoy!


SÉTIMO SENTIDO


Por que só agora finalmente vejo o fim?
As algemas encurtaram em meus braços...
Meus minutos de paz começam a se abreviar...
Sim, estou só, sozinho no silêncio fúnebre...
Paredes, vocês não vêm que me prendem?
Quero passar por elas, caminhar sem destino,mas percebo que o relento também me aprisiona.
Não, não há mais pra onde ir...
Nenhum super-herói se faz presente,apenas a ausência da insistência de viver!
E o conceito vazio e filosófico de "ser feliz",aprisionado e amparado pelo relativo de ser,o que jamais será novamente!
Acabou... e eu não vi...Terminou... não percebi...
Apenas as lembranças quentes,de um passado que insiste em querer,ser de novo presente e não desaparecer,latejam em minha mente, dão asas ao sofrer...
Mas sei... Que querer não é poder!Que a união faz o egoísmo!Que um maldito pessimismo não me deixa florescer...
Mas pra mim hoje é preciso,ter um pouco de Narciso,meu amor se faz valer!
E no profundo desabafo de um homem esquecido,deitado com os braços cruzados sobre o peito,chorando numa pequena cama que já foi...Que já foi um lindo leito de amor,estou eu...
Preso no meu eterno autismo de lembranças mil,Que já estão corrompidas no universo paralelo...

Luzes da Ribalta

Ontem assisti um dos maiores clássicos do cinema, que me fez chorar mais uma vez, embora digam que HOMEM não chora, certo?
Luzes da Ribalta, de Charles Chaplin, esse grande gênio do cinema americano e inglês. Espero que essa emoção possa me inspirar a escrever bons textos para colocar por aqui.




Thursday, July 29, 2004

Isso é coisa de mulher

Vamos lá, sempre achei que esse negócio de BLOG é coisa de menina, afinal, se parece mais com um diário do que qualquer outra coisa.
Bem, no fim das contas acaba sendo um ótimo meio de desabafar e colocar as idéias.
Falows! Bom dia!!!!